Marina Nunes Bonfatti
Bruno Coelho
Pio Gonçalves Penna nasceu no município de Ponte Nova, no então distrito de Jequeri, co-fundador da Associação Comercial de Ponte Nova, consoante assembléia de figuras do comércio e em 1937 foi eleito tesoureiro da entidade, vindo a eleger-se presidente. Ele e seus companheiros de diretoria fundaram, com elementos de destaque, o mundo sócio-cultural e empresarial da cidade, dentre eles a Companhia Telefônica Pontenovense. Em 1936, foi eleito juiz de paz, no pleito municipal em 07 de junho de 1936, cargo no qual permaneceu durante muitos anos. Posteriormente, recebeu a nomeação como inspetor escolar, assumindo anos depois a gerência do então Banco Industrial de Minas Gerais.
Pio Penna, eleito vice-prefeito da Fundação Pio Penna, ao lado do prefeito Domingos Sávio Teixeira Lanna, em 1970, ocupou o dito cargo durante o mandato estabelecido pela Revolução, ou seja, 1971-1972. A Associação Comercial, sob a sua presidência, participou de todos os importantes eventos que superiormente interessaram ao município. Constituiu, em síntese, a Associação Comercial de Ponte Nova, ambiente ideal a estimular todas as iniciativas históricas visando o desenvolvimento do município. Em seu seio, além da criação de ensino secundário e superior, nasceu, anteriormente, a instituição de serviço radiofônico, através da Rádio Sociedade Ponte Nova, ainda ativa, agora nas mãos de Sérgio Marques Cordeiro.
Tem-se, hoje, em Ponte Nova um patrimônio moral, deixado por uma figura carregada de numerosos e relevantes serviços à sua terra, Pio Penna, um comerciante ativo e dirigente de alta reputação em todos os círculos sociais da cidade.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PONTE NOVA
Construiu-o e nele residiu Marcos Cohem, belo palacete, estilo colonial, à semelhança do que lhe confronta à Rua Cantídio Drumond, da família Brant Ribeiro, por sua vez herdeira do tio-avô, Padre João do Monte de Medeiros, fundador da cidade. O imóvel citado, abrigando a família de Marcos Cohen, foi depois ocupado por uma família de agricultor, anteriormente comerciante de café, descendentes ainda em Ponte Nova. Na parte térrea viria ocupá-lo Rômulo Ribeiro, ali instalando a famosa ‘’Casa Vitória’’, comércio amplo de fazendas e confecções, inclusive de sapatos. Falecido Rômulo Ribeiro, sua esposa - família Monte Brant - instalou na casa com o mesmo nome, Vitória, fazendas e atelier de costura, altamente credenciada e localizou-a no térreo do solar de sua herança.
Marcos Cohen, de origem judaica, manteve em toda área baixa do prédio original notável e acreditada casa comercial - ‘’A Estrela’’, celebre pela pujança e variedade, multifúlgida, dos artigos oferecidos à vasta clientela, de menor ou maior poder aquisitivo. Devotou-se a terra de eleição, ofertas piedosas, como imagens e artístico enorme espelho, instalados na Matriz local.
A Associação Comercial de Ponte Nova, congregando o que havia de mais ilustre e digno no comércio do Município, sem relegar prestigiando-os, os comerciantes menores, adquiriu, em 1946, o prédio onde funciona, da Companhia Telefônica Aliança Mineira, que por sua vez o comprou do Governo Estadual, graças ao gesto histórico do Presidente de Minas, Dr. Arthur da Silva Bernardes, empenhado em ajudar a cidade com serviço telefônico. A ACIP transferiu-se para o imóvel de sua propriedade, em 1946, porque lhe faltava, evidentemente, local adequado às suas reuniões e às promoções que seu importante programa visava.
O prédio atual, na área do antigo, demolido, construiu-o a Prefeitura Municipal de Ponte Nova, realizando o projeto - origem do edifício atual -, ajustando à sua finalidade. Ali se instalou em 1927-928, mudando-se, depois, para o antigo imóvel onde funcionava o Grupo Escolar Antônio Martins, no ano de 1929. Ocuparia o prédio, a seguir o Pontenovense Futebol Clube, de 1932 a 1950, ano em que se transferiu para sua sede própria, em estilo colonial, na Avenida Caetano Marinho.
Pelo térreo, após a construção do edifício da Associação Comercial, passaram as Casas Pernambucanas, a agência do Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, bares e confeitarias em suas três frentes, a agência Ford, a do INPS, hoje INSS, a casa comercial ‘’Jardineira’’. Agora acolhe, ainda no térreo, a Farmácia e Drogaria ‘’Santa Maria’’, a filial da Casa Glória, pequena confeitaria e loja modesta de confecções.
Importante, é sem dúvida, o prédio para o Centro Histórico de Ponte Nova, eis que ali se passaram fatos relevantes, memoráveis da cidade, sob os aspectos político, administrativo, sócio-econômico e cultural, devido às promoções beneméritas da Prefeitura, do Pontenovense Futebol Clube e da Cia Telefônica Pontenovense, a fundação da Rádio Sociedade Ponte Nova, de sua propriedade, após transferida outras mãos, a Escola Técnica de Comércio Pontenovense, a Faculdade de Ciências Contábeis, estabelecimentos de ensino secundário, e superior, usando os edifícios construídos pela empreendedora Associação Comercial de Ponte Nova, cuja benemerência merece, sempre, ser acentuada.